Prato cheio para quem curte emoção e adrenalina, a série médica “The Night Shift” tem feito sucesso nas noites de segunda do Sony Channel. Exibida às 21h55, logo após “The Good Doctor”, o seriado acompanha a rotina nada usual do turno da noite de uma ala de emergência no Hospital San Memorial Center, em San Antonio, no Texas.


É neste ambiente repleto de pressão, que médicos como o doutor TC Callahan (Eoin Macken) têm que tomar decisões urgentes e decidem, muitas vezes, entre a vida e a morte de seus pacientes.

Inspirada pelos dramas e situações que os personagens vivem nos episódios de “The Night Shift”, a Catraca Livre foi em busca dos profissionais da Saúde que trabalham em emergências de hospitais, para saber como é o dia a dia dessa área tão crucial para pacientes que chegam no limite da vida.


Já imaginou ter que atender seu próprio aluno após um grave acidente com chances de amputação ou fazer um parto sem qualquer referência sobre as condições de saúde da gestante e do bebê? Esses são apenas alguns dos relatos que ouvimos.


Abaixo, confira essas histórias repletas de emoção, com lições de amizade, amor pela profissão, empatia e muito equilíbrio emocional mesmo diante das situações mais extremas!


Beatriz Santana de Souza Lima, 34 anos, enfermeira emergencista do SAMU, em Maceió (AL)

Como manter o profissionalismo e a tranquilidade diante do desafio de prestar um atendimento de emergência para um de seus alunos? Essa situação nada comum foi vivida por Beatriz Santana, enfermeira emergencista do SAMU em Maceió.

Professora de enfermagem, Beatriz estava acostumada a alternar o ambiente controlado das salas de aula com a rotina tensa dos atendimentos do SAMU. O que talvez ela não esperava era ter que atender um de seus alunos do curso de enfermagem em um acidente de moto.

Santana de Souza Lima, 34 anos, enfermeira emergencista do SAMU

Ao chegar com a ambulância no local da ocorrência, Beatriz se deparou com o rapaz em estado grave, com a possibilidade de amputação de uma das pernas. No momento em que começou o atendimento, a enfermeira o reconheceu.


“Ele disse pra mim: ‘Professora, vai ficar tudo bem?’. Aí eu disse: ‘Vai ficar tudo bem sim”, lembra Beatriz. Só que quando a enfermeira olhou para a perna do rapaz, a preocupação foi inevitável. “Ai meu Deus, eu espero que fique tudo bem mesmo”, pensou.


Após esse momento de tensão, ela manteve o foco em preservar ao máximo a saúde de seu aluno. “Nós tentamos manter o membro o mais alinhado possível, e ele perdeu muito sangue, uma hemorragia considerável. Rebaixou dentro da viatura e foi entubado. Chegou no hospital de emergência e foi diretamente para o centro cirúrgico. Hoje, ele está com a perna dele”.


Beatriz diz que costuma lembrar dessa história não só pela proximidade com o paciente mas também pela importância do atendimento que realiza. “Uma vez eu estava em sala de aula e ele disse: ‘Eu só ando porque o SAMU conseguiu me salvar’. E isso é muito legal”, concluiu a enfermeira emergencista.


Camila Sato, 32 anos, terapeuta intensivista no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus (AM)

Há dois anos atuando como terapeuta intensivista na sala de emergência do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus, Camila Sato sabe muito bem a importância e a pressão que é atuar nos momentos mais críticos da vida de uma pessoa.


“Eu sei que não vou ter nem meia hora para sentar. Tem vezes que chegam três, quatro pacientes ao mesmo tempo e não dá tempo de beber água e ou ir ao banheiro. É uma loucura”, diz a terapeuta sobre a sua “rotina” no hospital.

Mas cada paciente que a gente dá um fio de esperança pra ele conseguir ter uma janela de tempo e chegar num serviço de referência, ou para ser transferido para uma UTI, é uma conquista muito grande”.

Camila Sato, 32 anos, terapeuta intensivista

A terapeuta conta que esse tipo de pressão não lhe causa nenhum tipo de angústia e que, na verdade, acaba sendo um motivo a mais para realizar seu trabalho. “Eu acordo todos os dias feliz e satisfeita porque vou trabalhar na sala de emergência”, revela.


Para Camila, mesmo diante de todos os desafios de atuar na emergência de um hospital público, onde muitas vezes faltam equipamentos e insumos para atender os pacientes, o amor à profissão e a possibilidade de salvar vidas faz tudo valer a pena.


“E se você for perguntar para todo mundo que está dentro daquela sala de emergência, todo mundo fala que é uma loucura, mas que [faz seu trabalho] por amor. É algo apaixonante, indescritível”, conclui a terapeuta.


Jessica Leão, 29 anos, médica de família e comunidade na UBS de São Paulo (SP)

A médica de família e comunidade Jessica Leão descobriu cedo o valor da empatia em sua profissão. Em um atendimento de emergência a um morador em situação de rua, ela descobriu que ser verdadeiramente humana é mais importante que qualquer remédio que ela pudesse prescrever.


Jessica Leão, 29 anos, médica de família e comunidade

Alexandre Alberto Cunha, 33 anos, infectologista no Hospital de Campanha do Anhembi, em São Paulo (SP)

O infectologista Alexandre Alberto Cunha encarou a pandemia de covid-19 como um chamado para voltar a atuar na emergência de um hospital, relembrando seus tempos de residência.

Trabalhando normalmente com consultoria para HIV em Brasília, o infectologista decidiu desembarcar em São Paulo no auge da pandemia para atuar na emergência do Hospital de Campanha do Anhembi.

Alexandre Alberto Cunha, 33 anos, infectologista

Durante o período, Alexandre disse ter se lembrando de uma importante característica das salas de emergência: o forte vínculo de amizade entre os profissionais que atuam nessa área sensível. “A gente teve que pegar confiança um no outro muito rápido”, revelou.


Pela sua experiência, esse espírito do coletivo é muito comum nas salas de emergência, principalmente quando os profissionais são levados a tomar decisões urgentes. No caso específico do covid-19, isso tornou-se ainda mais intenso, segundo o profissional.


“Essa equipe do hospital de campanha em São Paulo foi muito boa. Eu acho que por ser uma situação nova e todo mundo num ambiente novo, foi um grande aprendizado. E no fim, todo mundo ficou muito amigo”, contou.


Arthur Fernandes da Silva, 26 anos, médico paliativista e de família e comunidade em Brasília (DF)

Durante um plantão de um hospital, nunca é possível prever se a chegada de um paciente pode transformar o seu turno em uma verdadeira aventura! Foi exatamente isso que aconteceu com o médico paliativista e de família e comunidade em Brasília, Arthur Fernandes da Silva.


Arthur Fernandes da Silva, 26 anos, médico paliativista e de família e comunidade

O profissional fez o atendimento de emergência de uma gestante prestes a dar à luz. Detalhe: a paciente não sabia que estava grávida e não havia registro algum sobre sua saúde ou a saúde do bebê!




Fonte-www.noticiasnoroeste.com.br


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